Informação: A chave para um bom parto!

Mais de 70% das mulheres brasileiras começam o pré-natal desejando um parto vaginal, entretanto, no final da gestação, a maioria diz preferir uma cesárea. 

O que acontece durante o pré-natal que desencoraja a mulher a querer um parto normal?

De acordo com os estudos, o próprio pré-natal é responsável por minguar o desejo das mulheres  de parirem seus bebês. 

Vamos tentar entender porque isso acontece?

O próprio médico obstetra, durante o pré-natal, envia mensagens sutis ou bem diretas, mesmo, que desencorajam a mulher, tais como “sua bacia é estreita”, “seu bebê é grande”, “seu bebê está com o cordão enrolado no pescoço”, entre muitos outros comentários que não têm respaldo na ciência, mas que vão minando a confiança das mulheres na sua capacidade fisiológica de dar à luz. Para eles, a cesárea é muito mais cômoda e vantajosa financeiramente, pois tem dia e hora marcados e não atrapalha a agenda do profissional.

A assistência ao parto no Brasil segue um modelo repleto de intervenções que não são baseadas em evidências científicas, mas continuam a ser praticadas, como: tricotomia (raspagem dos pelos pubianos), lavagem intestinal, jejum, soro com ocitocina sintética de rotina (para acelerar o trabalho de parto), posição de litotomia (deitada), episiotomia (corte na vagina que, teoricamente, aumentaria o canal de parto e evitaria lacerações graves), manobra de Kristeller (empurrar a barriga da mulher para ajudar o bebê a sair).

As mulheres que tiveram partos vaginais em que foram utilizados os procedimentos acima relatam ter sentido muito mais dor, tensão, medo, sensação de abandono, do que aquelas que foram respeitadas em seus desejos e necessidades. Como esse é o modelo vigente no Brasil, criou-se uma cultura de que o parto é algo horrível, insuportável e perigoso. 

Diante desse cenário, onde as opções são um parto vaginal cheio de intervenções desnecessárias ou uma cesárea agendada, vendida como segura e confortável, é natural que as mulheres prefiram a segunda opção, principalmente porque não são informadas dos riscos e consequências da cirurgia.

Essas duas práticas (parto vaginal cheio de intervenções e cesárea desnecessária) podem ser consideradas como violência obstétrica, desde que não levem em consideração os desejos da mulher, e ambas podem resultar em traumas e problemas emocionais após o nascimento.

Como evitar que isso aconteça?

A busca por informação de qualidade é de extrema importância para conseguir ter uma experiência satisfatória e positiva nesse momento tão sublime que é a chegada de um filho. Para fazer as escolhas que a deixarão mais segura, a mulher precisa, entre outras coisas, conhecer seus direitos, saber como o parto acontece fisiologicamente, escolher profissionais e serviços que estejam alinhados com as boas práticas em obstetrícia, estar ciente dos riscos e benefícios de cada tipo de parto e de cada intervenção e fazer um plano de parto.

Para auxiliar as mulheres nessa jornada, existem as doulas, que oferecem acompanhamento e informação durante a gestação, o parto e o pós-parto e os grupos de gestantes, que oferecem informação gratuita e de qualidade.

Conheça o Grupo de Gestantes MamaDanu que acontece toda quarta-feira, às 19h30 e conte conosco na busca por uma experiência positiva de parto e nascimento.

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